ECO SACOLAS

PALESTRA FEITA POR ADRIANA SASSOON NO ROTARY CLUB JABAQUARA.

 CLAUDIO TOZZI & ADRIANA SASSOON

Por Daniel Pereira,

As sacolas plásticas ou saquinhos de supermercado são uma praga moderna que devem aos poucos ser abandonadas por nós. Uma praga pois, qualquer coisa que compramos no supermercado, é embalada nela. Os saquinhos plásticos são derivados de petróleo, substancia não renovável feita de uma resina chamada polietileno de baixa densidade PEBD e sua degradação no ambiente pode levar séculos, ou seja, nossos s tataranetos vãos se deparar com os saquinhos que nós jogamos fora hoje. No brasil 9.7% do lixo é compósto por sauinhos de lixo e a sua produção é nociva para o meio ambiente, pois para produzir uma tonelada de plástico é necessário 1 140 kw/hora (7600 residencias iluminadas com lampadas economicas por uma hora).

Outra coisa nociva: a poluição dos mares e dos rios por este tipo de lixo. os saquinhso plásticos csão confundidos por peixes e pelas tartarugas por exemplo, com águas vivas que são alimentos e ao ingerir os plásticos, iamginem o que acontecem com os peixes e tartarugas. No espaço do projeto Tamar podemos ver expostos cadaveres de animais mortos desta forma.

Os saquinhos também provocam entupimentos em bueiros e contribuem para reter mais lixo. Quando incinerados, os  sqaquinhos liberam toxinas perigosas para a saúde.

A grande idéia é irmos susbstituindo aos poucos, como diz o companheiro Pablo, os  saquinhos por outras formas, como sacolas não  desacartáveis, do mesmo modo que foram substituindo os nossos saqinhos de papel. Uma dica é pois levar seja ao supermercado, a quitanda, a feira ou  a padaria,  uma sacola própria para fazermos as compras. Eu me lembro de uma sacola de feira muito forte e tambérm uma  tipo “embornal” que minha mãe costurava e ela sempre carregava.

Outra coisa é utilizar caixas de papelão quando a compra é grande ou se compramos verduras.

Ora poderemos sim, repensar os  armazenqamentos de nossas compras sim. Na Europa os costumes já começaram a mudar. Na Alemanha por exemplo, o sujeito que não levar sua própria sacola os uspermercados pagam um preçoa bem alto por cada saco que utiliza. Na Irlanda e na Inglaterra já temos sacolas biodegradáveis.

 As ecobags – sacolas retornáveis poderãos ser cada vez mais adotadas pelos supermercados – são ecologicamente corretas e, em alguns casos, visualmente atrativas para os consumidores. O consumidor não criou ainda o hábito de substituir as antigas sacolas plásticas. A discussão sobre a troca dos sacos em Natal no RN foi calorosa , com a aprovação na Assembleia Legislativa de uma lei que obriga os supermercados da cidade a eliminarem em, no máximo dois anos, os plásticos para carregar compras.

Das empresas locais às redes de abrangência nacional, as bolsas ecológicas já fazem parte do dia-a-dia dos consumidores nos supermercados de Natal. Geralmente, elas ficam posicionadas junto aos caixas, uma forma de estimular o consumidor a adquiri-las. O valor das sacolas são variáveis: em algumas redes elas são vendidas por menos de R$ 1 mas há opções que chegam perto de R$ 2,50. A maior parte é feita de algodão cru, mas há opções também de plástico mais resistente que pode ser reutilizado.
Nas lojas do Extra em Natal, a redução do uso de sacolas plásticas  já chega a uma média de 20%. “Este resultado é fruto do trabalho que o hipermercado tem realizado junto aos seus clientes, estimulando a utilização de sacolas retornáveis e evitando o desperdício das embalagens plásticas”, disse Messias Lima – gerente da loja do Midway Mall,. O percentual vem somar ao balanço geral que o Grupo Pão de Açúcar acaba de liberar de suas 597 lojas do Brasil, que ao todo conseguiram uma economia de 35% de sacolas plásticas no este ano se comparado ao mesmo período do ano passado.

Autor do projeto de lei que foi aprovado ontem na AL, o deputado estadual Paulo Davim declara que é preciso uma ação rápida dos supermercados para substituir os plásticos. A nova lei admite que sejam utilizados produtos biodegradáveis, papel ou outros tipos de opções para o consumidor. “O plástico demora milhares de anos para se decompor. Precisamos substituí-los o quanto antes.

Em Bauru, no interior paulista onde meu filho Yuhu estuda, pude rpesenciar os estudantes portando embornal de algodão para os seus trotes e depois para carregar livros. 

Assim, em São Paulo já sentimos alguns movimentos nos entido de reduzir o numero de sacos plásticos e uma campanha de esclarecimento a população  precedida de ações como utilizar suas próprias sacolinhas nos parece muito adequada e apropriada. Companheiros temos que começar algum dia. Pablo term razão. Podemos começar já!. 

http://www.sermelhor.com/artigo.php?artigo=56&secao=ecologia

Visitamos, neste fim de semana, após um almoço no D.Pepe di Napole na bela companhia dos artistas Cláudio Tozzi e Caciporé e da querida eterna Adriana Sassoon,  o projeto que o arquiteto Isay Weinfeld fez para o  Havaianas Store na Oscar Freire . Vi que a proposta  de utilizar uma ecobag é genial. As mulheres percorrem o espaço com uma sacola pendurada  e vao comprando e colocando tudo na sacola.

*Adriana é adepta dos movimentos ambientalistas e tem uma griffe de produtos e achou muito boa a idéia da sacola retornável e até posou com a imagem do artista Claudio Tozzi para dar uma ideia de como poderia ser uma eco-bag com o papagaio do Claudio estampando uma delas.

Issao Minami

CLAUDIO TOZZI

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Claudio  Tozzi

Claudio José Tozzi (São Paulo SP 1944). Pintor. É mestre em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo – FAU-USP. Em suas primeiras obras, o artista revela a influência da arte pop, pelo uso de imagens retiradas dos meios de comunicação de massa, como na série de pinturas Bandido da Luz Vermelha (1967), na qual remete à linguagem das histórias em quadrinhos. O artista trabalha com temáticas políticas e urbanas, utilizando com freqüência novas técnicas em seus trabalhos, como a serigrafia. Em 1967, seu painel Guevara Vivo ou Morto, exposto no Salão Nacional de Arte Contemporânea, é destruído a machadadas por um grupo radical de extrema direita, sendo posteriormente restaurado pelo artista. Tozzi viaja a estudos para a Europa em 1969. A partir dessa data, seus trabalhos revelam uma maior preocupação com a elaboração formal e perdem o caráter panfletário que os caracterizava. Começa a desenvolver pesquisas cromáticas na década de 1970. Nos anos 80, sua produção abre-se a novas temáticas figurativas, como é possível observar nas séries dos papagaios e dos coqueirais. Apresenta também a tendência à geometrização das formas. Na realização dos quadros utiliza um rolo de borracha de superfície reticulada, o que agrega novos aspectos às suas obras, como textura e volumetria. Passa a realizar trabalhos abstratos, nos quais explora efeitos luminosos e cromáticos. Cria painéis para espaços públicos de São Paulo, como Zebra, colocado na lateral de um prédio da Praça da República e outros ainda na Estação Sé do Metrô, em 1979, na Estação Barra Funda do Metrô, em 1989, no edifício da Cultura Inglesa, em 1995; e no Rio de Janeiro, na Estação Maracanã do Metrô Rio, em 1998.

 

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Claudio José Tozzi (São Paulo, 1944- ). Painter. Holder of a Masters’ Degree in Architecture from the Faculty of Architecture and Urban Planning of the University of São Paulo (FAU-USP). In his first works, the artist revealed the influence of Pop Art, through the use of images taken from the mass media, as in the series of paintings Bandido da Luz Vermelha [The Red Light Bandit] (1967), which referred to the language of comic strips. The artist worked with political and urban themes, often using new techniques in his works, such as serigraphy In 1967, his panel Guevara Vivo ou Morto [Guevara Alive or Dead], exhibited at the National Salon of Contemporary Art, was destroyed with blows from an axe by a radical far right group, being subsequently restored by the artist. In 1969, Tozzi went to study in Europe. From this date onwards, his works revealed a greater concern with formal elaboration, losing the pamphlet character which characterised them. During the 1970s, he began to develop chromatic researches. During the 1980s, his output opened to new figurative themes, as may be observed in the series of parrots and coconut groves. He also showed a tendency towards the geometrisation of his forms. In executing his canvases, he used a rubber roller with a netlike surface, which added new aspects to his works, such as texture and volume. He began to realise abstract works, in which he explored luminous and chromatic works. He created panels for public spaces of São Paulo, such as Zebra, placed on the side of a building of Praça da República, as well as others at the Sé metro station, in 1979, the Barra Funda metro station in 1989, the   Cultura Inglesa [British Council] building in 1995; and the Maracanã metro station in Rio de Janeiro, in 1998.

 

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http://www.art-bonobo.com/claudiotozzi/tozzi.html

 

          O FAZER DE UM ARTISTA-ARQUITETO

O atual processo de produzir e consumir a cidade modifica-se com o crescente e diversificado processo cultural. Substitui-se o conceito tradicional de pensar e olhar a cidade, de propor-lhe sobre o existente, conferindo-lhe imagens que a apontam como o lugar onde novos protagonistas trabalham de maneira singular, estimulando novas relações espaciais. Anseios, valores, ritos, enfim, suas emoções urbanas mesclam-se de imagens públicas e privadas onde as artes plásticas integram-se nesta nova metodologia de ver e pensar a cidade. A arte é estimulada a se projetar fora de seu tradicional meio – galerias de arte e museus, espaços herméticos e fechados – invadindo ruas, praças, espaços comunitários e coletivos, lugares públicos. A imagem da cultura urbana, da sociabilidade, tomando o seu espaço na paisagem, no ambiente urbano, na vida das pessoas.

Assim, permite-se verificar que, na arte contemporânea pós-vanguardista cabe ao artista o desafio da atitude criadora de fazer aquilo que julgar interessante.

Claudio Tozzi é um desses protagonistas que traz indagações com uma expressão singular de imagens comuns de fatos e objetos públicos e do cotidiano, que trabalha além da mera transposição formal. Obras que se tornam referências, pois foram pensadas naquele espaço total incorporado dentro desta visão poética.

Conheço o trabalho do artista Claudio Tozzi desde os idos do início de setenta e, desde meados da mesma década, tenho compartilhado de aulas com o também arquiteto e professor Cláudio Tozzi, onde falamos sobre estrutura da linguagem visual e as questões imagéticas urbanas que envolvem percepção visual na FAU-USP, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Com o passar dos anos e das oportunidades, continuei sempre desfrutando de sua amizade e pude confirmar a retidão de seu caráter. Tanto é verdade que, na virada do século, aceitei ser seu orientador na sua carreira acadêmica de doutorando.

Claudio Tozzi traça uma leitura sistemática de sua trajetória artística mostrando suas imagens incorporadas no espaço da arquitetura e da cidade. Destaca-se a nítida parceria do artista com o arquiteto num singular processo multidisciplinar. Enfim, uma arte única. Afirma que o seu processo da construção da imagem e sua aplicação são sempre relacionados com o espaço urbano.

Mui didaticamente o professor Tozzi atravessa nosso olhar perante a realidade visível: Guevara, astronautas, bandido da luz vermelha, parafusos, papagálias, colcha de retalhos, trama urbana, passagens… Depois, revisitação mágica e alegórica no tempo e no espaço, geometrias no tempo, rememorações, arquitetura, ambiente e artes plásticas, unidades de ação e pensamento. Massas de cor, pinturas objetos, land art, intervenções, performances, instalações tornam-se linguagens que se integram e se fundem com a arquitetura, com a cidade, com a paisagem urbana e com a natureza.

A sua trajetória no panorama das artes no Brasil está contextualizada na sua produção artística e profissional. Daí a questão do processo de construção de suas imagens aplicada e relacionada com o espaço da cidade. Configura-se, finalmente que é arte no lugar da arquitetura no fazer de um artista plástico e arquiteto.

                                                      

                                 By Issao Minami