ADRIANA SASSOON

Adriana Sassoon de passagem por São Paulo
Publicado as 18:36 em 25/02/2009

A ex-top model Elite e designer Adriana Sassoon, de passagem por São Paulo, comemorou com um jantar e também com muitas informações importantes sobre o estado da arte em Design, Moda e Ações Ambientais no Brasil.

Detentora da griffe Sassi, ela expressa sua forte convicção. “Se eu posso fazer a diferença fazendo algo que eu adoro e sendo capaz de ajudar quem precisa, é  então uma maravilhosa realização.” Esta preocupação social é marca registrada de Cláudio, seu pai e mentor intelectual da AME, uma entidade filantrópica do Jabaquara que cuida de 350 crianças e jovens carentes.

Presentes no jantar, Clara Oh e Frederico Viebig,  com suas idéias de sinalização ambiental, reciclagem e sustentalidade puderam ouvir junto com Adriana, Mauro Camargo e Paulo Correia que pincelaram as idéias que norteiam o excelente programa não governamental VivaMundo que se desdobra em campanha de 21 ítens de mobilização ecológica urbana que  o Instituto Triangulo lançou que de fato mudam tudo.

Adriana embarca dia 10 de março e tem perspectivas de formatar um projeto de negócios com raízes e desdobramentos  no exterior (o que já é muito consagrado principalmente envolvendo o design amazônico extraído das ervas, dos aromas e das frutas de polpa, do Pantanal, do eco design, da madeira e da flora e fauna nacional, etc.) Ela fala em design de moda, da beleza, do acessório que envolve campanhas bem feitas com atitudes comportamentais de mudança e de contrapartida social para minimizar e erradicar pobreza.

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Ensaios Nippak

Uma nova paisagem para São Paulo

Lei possibilita um novo olhar à cidade, agora com bem menos interferência publicitária. Isso é bom ou ruim?

 

Lei Cidade Limpa, em vigor na capital paulista desde janeiro deste ano, tem contribuído não só para a regularização da propaganda exterior mas, principalmente, para uma questão que há anos não se via na cidade de São Paulo: a sua paisagem natural e os elementos que compõem o cenário urbano.

O prazo para adequação dos anúncios indicativos das fachadas (aqueles que têm a função de identificar os estabelecimentos comerciais) terminou em 31 de março e hoje já é possível notar a diferença.

Livre de painéis, faixas e cartazes, agora quem passa pela cidade pode contemplar prédios históricos, praças e monumentos tais como foram concebidos e, com isso, renasce uma nova relação com a cidade, bem mais pessoal e afetiva, já que a propaganda em excesso escondia as peculiaridades de cada bairro. Além disso, a retirada das faixas e placas revelou muros e fachadas carentes de manutenção e pintura, que já passam por transformações.

De acordo com o professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU/USP) e coordenador do núcleo de pesquisas do Laboratório da Imagem e Comunicação Visual (Labim) da USP, Issao Minami, essa lei veio para instaurar uma ordem onde já não havia mais regras. “Em São Paulo havia cerca de um milhão de anúncios publicitários e, desse total, apenas cerca de 60 mil constavam no Cadastro de Anúncios (Cadan).

O certo seria cada anúncio ter seu número de registro, o que acabava não ocorrendo na prática” explica o professor.

Ainda de acordo com Minami, a medida radical – de proibir
todos os anúncios das fachadas dos comércios e outdoors – foi tomada para que a organização comece a partir da estaca zero. “Como é que você vai legislar sobre algo que está completamente ilegal. Por isso é que foi decidida a proibição de propaganda no espaço aéreo da cidade”, completa Minami.

Já para o consultor de Imagem de Marca da BBN Brasil e da Rede BBN Mundial, Augusto Nascimento, a medida vem causando um grande prejuízo à cidade. “O prejuízo financeiro é gigantesco para o comércio, para aqueles que estão tendo que tirar as placas e que não sei se terão dinheiro
para colocar outras placas menores nesse momento. Estou vendo milhares de buracos nas paredes, de onde foram tiradas as placas. A cidade ficou muito feia, perdeu vida”.

Polêmica

A lei tem causado muita polêmica, principalmente entre os profissionais da área de comunicação, que não vêem a determinação com bons olhos. Nascimento defende que a comunicação visual não é só propaganda, mas também informação e prestação de serviço e, sem as placas, será mais difícil as pessoas se localizarem e encontrarem os seus destinos. “A prefeitura está prestando um desserviço.

Agora, o cidadão deve estar tentando achar a loja que sabia onde ficava e já não sabe mais porque o prefeito fez sumir as placas. Esse vai botar o carro na rua e, não vendo a placa, vai errar o caminho.

Vai gastar mais combustível e vai causar mais congestionamento nas ruas. Quem vai pagar pela perda de tempo das pessoas e pelos seus custos de gasolina?”, defende.

Males à saúde

Por outro lado, o excesso de placas, painéis, cartazes, cavaletes, faixas, banners, totens, outdoors, back-lights, front-lights, painéis eletrônicos e painéis televisivos pode afetar diretamente o psicológico das pessoas, sem que elas percebam. Assim como os demais tipos de poluição, a poluição visual também causa males à saúde, tais como stress, fadiga, ansiedade, podendo até
mesmo propiciar o início de um processo de depressão.

Isso ocorre porque a superexposição de imagens, dispostas tanto no espaço terreno como no aéreo, exige um esforço muito maior na decodificação das mensagens. “Existe um efeito psicossomático chamado estresse visual que, sem dúvida afeta os sentidos, o bem estar e o equilíbrio emocional de maneira quase que direta” explica Minami. Augusto Nascimento defende o contrário. Segundo ele, São Paulo é uma cidade que necessita de um alto nível de redundância em comunicação visual, para a própria funcionalidade e redução do stress de sua população.

“O urbanismo do século XXI exige mais intensidade de comunicação e não menos, como quer o prefeito”.

Contribuição

A participação da sociedade, organizada em grupos, pode ser decisiva na mudança do cenário urbano.

A Associação dos Moradores e Amigos do Pacaembu mostrou que uma ação bem organizada pode surtir em resultados satisfatórios. A convite da própria associação, professores da FAU (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP) analisaram o caso da publicidade na avenida Angélica e constataram que havia um exagero nas propagandas, que atrapalhavam a visão não só de quem
passava pela avenida, mas também dos moradores dos prédios. Sendo assim, as empresas que tinham anúncios exagerados na avenida concordaram em adaptar seus luminosos e totens para
modelos mais adequados.

Ainda assim, na opinião de Minami, para que a cidade fique realmente livre dos exageros, não basta estabelecer novos critérios de fachada. Os próprios comerciantes e publicitários devem ter consciência do que é realmente adequado à divulgação do estabelecimento, respeitando as características da região e, principalmente, as pessoas que vivem no entorno. “A lei estabelece um limite máximo para as placas, no entanto, os comerciantes e publicitários sempre optam pelo máximo.

É necessário que a escolha parta de uma questão ética, para que tanto a paisagem como as pessoas não sejam prejudicadas”, afirma Minami.

Extensão

Em Santo André, existe um projeto de lei semelhante ao adotado em São Paulo, que visa estabelecer critérios com a preocupação de melhorar o visual da cidade. Apresentado pelo executivo, o projeto ainda está na câmara dos vereadores, aguardando a análise das comissões. Caso haja aprovação, a lei limitará o tamanho das inserções publicitárias nas fachadas de lojas e empresas, delimitará locais para instalação de outdoors e proibirá cavaletes nas calçadas, propagandas em viadutos, monumentos e bens tombados, além de panfletagem nas ruas.

DIVINE DESIGN

ILHABELA & ANGRA DOS REIS

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Ilhabela é o único municípioarquipélago marinho brasileiro e está localizado no litoral norte do estado de São Paulo, microrregião de Caraguatatuba. A população estimada em 2005 é de aproximadamente 26 mil habitantes. Possui uma das mais acidentadas paisagens da região costeira brasileira, com todas as características de relevo jovem.

Com o aspecto geral de um conjunto montanhoso – formado pelo Maciço de São Sebastião e Maciço da Serraria, além da acidentada Península do Boi –, a Ilha de São Sebastião se destaca como um dos acidentes geográficos mais elevados e salientes do litoral paulista, tendo como pontos culminantes o Pico de São Sebastião, com 1379 metros de altitude; o Morro do Papagaio, com 1307 metros; e o Morro da Serraria, com 1285 metros.

Banhado pelo oceano Atlântico, o município está localizado no estado de São Paulo, a 135 quilômetros da capital e a 140 quilômetros da divisa com o estado do Rio de Janeiro. Está situada pouco abaixo do trópico de Capricórnio que passa sobre a cidade vizinha de Ubatuba (um pouco mais ao norte), porém nas partes mais baixas apresentam características de clima Tropical devido a zona de transição entre a zona temperada sul e a tropical sul. Definindo-se como Subtropical tipo Cwa. Já nos picos acima de 1000m o clima é subtropical Cwb, pois a temperatura diminui sensívelmente em função da altitude, das massas atlânticas e polares, e da própria posição, por ser abaixo do Trópico de Capricórnio.

O clima tropical úmido do arquipélago está sujeito a temperaturas normalmente altas, porém não excessivas; pluviosidade anual entre 1.300 e 1.500 mm; umidade do ar elevada, sobretudo na face voltada para o mar aberto e nas montanhas; temperatura média oscilando entre 22° e 23°C.

images1Angra dos Reis é um município brasileiro situado na microrregião da Costa Verde, Sul Fluminense no estado do Rio de Janeiro. Localiza-se a uma altitude de 6 metros e possui em seu litoral 365 ilhas. Foi descoberta em 6 de janeiro de 1502, mas colonizada apenas a partir de 1556. Sua população aferida em 2008 era de 164.191 habitantes.

Possui uma área de 816,3 km². Os municípios limítrofes são Paraty, Rio Claro e Mangaratiba no território fluminense, e Bananal e São José do Barreiro no lado paulista.

As usinas nucleares da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto situam-se em Angra dos Reis, no distrito de Cunhambebe e são responsáveis pelo fornecimento de grande parte da energia elétrica consumida no estado do Rio de Janeiro.

As atividades econômicas giram em torno da pesca e atividades portuárias (terminal petrolífero), da geração de energia nas usinas Angra I e Angra II, da indústria, do comércio e serviços, da indústria naval(estaleiro Keppel Fels, antigo Verolme) e também do turismo, em suas praias, ilhas e locais de mergulho submarino, principalmente na Ilha Grande. Embora mais lembrada por suas ilhas e pela beleza natural, realmente indescritível, Angra dos Reis possui um rico acervo patrimonial, com inúmeros prédios tombados pelo IPHAN. Seu conjunto arquitetônico é composto por grandes sobrados coloniais e edifícios religiosos como as igrejas de Santa Luzia e a a Matriz de Nossa Senhora da Conceição, assim como os conventos de São Bernardino e o Convento do Carmo, tendo sua pedra fundamental lançada em 1598. Podemos citar também a Igreja de Nossa Senhora da Lapa, de 1752, onde funciona um museu de arte sacra com riquíssimo acervo.

O município conta com um porto importante, o Porto de Angra dos Reis. No século XIX este chegou a ser o segundo maior porto do país, responsável pelo escoamento de grande parte da produção de café do Vale do Paraíba.

Após 1872 entra em decadência com a inauguração das estradas de ferro, voltando a ocupar posição de destaque na terceira década do século XX quando um ramal ferroviário liga-o aos estados de Minas Gerais e Goiás, por ele escoando a produção agrícola dos mesmos. O ramal ferroviário, em bitola métrica, ainda existe, sendo operado atualmente pela Ferrovia Centro-Atlântica.

Em meados do século XX torna-se crucial na implantação da Companhia Siderúrgica Nacional – CSN, em Volta Redonda, sendo o porto por onde a mesma era abastecida de carvão de coque proveniente de Santa Catarina. Atualmente esta empresa também utiliza o porto para fazer parte das suas exportações de aço.

Sua importância atual se dá pelo fato de ter como instalação subordinada o Terminal Marítimo da Baía da Ilha Grande – TEBIG da Petrobras, que movimenta grandes quantidades de petróleo e posiciona o porto de Angra como um dos mais movimentados do país.

Hoje em dia, devido a beleza de suas praias e das regiões próximas, Angra virou ponto forte do turismo não só estadual, mas também nacional. Possui mais de três centenas de ilhas, muitas delas tendo por donos celebridades nacionais e internacionais, sendo a maior de todas denominada de Ilha Grande. Destacam-se as praias de Guaratecaia, de Mambucaba e a praia de Conceição de Jacareí (distrito de Mangaratiba), além da praia da Sororoca.

SAO PAULO

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A história da cidade de São Paulo ocorre paralelamente à história do Brasil, ao longo de aproximadamente 450 anos de sua existência, contra os mais de quinhentos anos do país. Embora tenha sido marcada por uma relativa inexpressividade, seja do ponto de vista político ou econômico, durante os primeiros três séculos desde sua fundação, São Paulo destacou-se em diversos momentos como cenário de variados e importantes momentos de ruptura na história do país.

São Paulo surgiu como missão jesuítica, em 25 de janeiro de 1554, reunindo em seus primeiros territórios habitantes de origem tanto européia quanto indígena. Com o tempo, o povoado acabou caracterizando-se como entreposto comercial e de serviços de relativa importância regional. Esta característica de cidade comercial e de composição heterogênea vai acompanhar a cidade em toda a sua história, e atingirá o seu ápice após o espetacular crescimento demográfico e econômico advindo do ciclo do café e da industrialização, que elevariam São Paulo ao posto de maior cidade do país.

Com o fim do Segundo Reinado que a cidade de São Paulo, assim como o estado de São Paulo, tira grande proveito da situação e tem crescimento econômico e populacional fabulosos, fruto da política do café-com-leite e de mudanças estruturais do federalismo no Brasil pelo estado de São Paulo, com a ajuda de Minas Gerais.

O auge do período do café é representado pela construção da segunda Estação da Luz (edifício que hoje recebe tal denominação) no fim do século XIX. Neste período, o centro financeiro da cidade desloca-se de seu centro histórico (região chamada de “Triângulo Histórico”) para áreas mais a Oeste. O vale do rio Anhangabaú é ajardinado e a região do outro lado do rio passa a ser conhecida como Centro Novo. Os melhoramentos realizados na cidade pelos administradores João Teodoro Xavier e Antônio da Silva Prado contribuem para o clima de desenvolvimento: estudiosos consideram que a cidade inteira foi demolida e reconstruída. Neste período a cidade passa a ser chamada, por estes estudiosos como a “cidade da alvenaria”, visto que o sistema construtivo adotado passa a ser a alvenaria, especialmente aquela importada da Europa. Tal mudança altera profundamente a paisagem da cidade: seus habitantes consideram os estilos arquitetônicos do período colonial como “antiquados” e “provincianos” e passam a adotar o ecletismo possibilitado pela alvenaria. O atual edifício da Pinacoteca do Estado (construído em 1900 para sediar o Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo) é exemplar deste período da cidade.

CASAS DE CAMPO NO INTERIOR DE SAO PAULO

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O interior do estado de São Paulo ou interior paulista é a região que abrange todo o estado de São Paulo, exceto a Região Metropolitana de São Paulo e toda a costa litorânea paulista.

O interior tem destaque por possuir um conjunto cultural muito rico, inclusive com vários sotaques próprios e diferentes daquele da cidade de São Paulo e do litoral paulista.

Essa área é fortemente industrializada e caracteriza-se por sua economia forte e bastante diversificada, sendo uma das regiões mais ricas da América Latina Cerca de 1/4 do PIB do interior se concentra na Região Metropolitana de Campinas, principalmente nas cidades de Campinas e Paulínia. O interior paulista destaca-se por apresentar uma boa infra-estrutura, tornando-se um pólo de atração de investimentos.

PONTE AGUA ESTAIADA

PARQUE DO IBIRAPUERA

A Ponte Estaiada é o novo cartão postal de São Paulo. Nada como um dia depois de outro. A ponte da Marta era “um absurdo”, “desnecessaria”. Serra-Kassab chegaram a suspender a obra durante um ano tendo que pagar multa depois. As infâmias e ataques, também rejeitados pela justiça e, neste caso, até pela própria administração municipal, eram moeda corrente. Hoje o Jornal da Tarde a erige no novo cartão postal da cidade.

Ela destrona outra obra de Marta, a fonte de Ibirapuera. Outrora acusada de poder infectar o público e de atrapalhar o trânsito, a fonte já foi utilizada como fundo para os programas da rede Globo.